Mostrando postagens com marcador citações. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador citações. Mostrar todas as postagens
25 outubro, 2013
20 janeiro, 2011
dispostos
Eu adoro essa frase:
"Os opostos se distraem.
Os dispostos se atraem."
Acho lúcida. bem vinda. bonita. verdadeira
( é do Fernando Anitelli)
"Os opostos se distraem.
Os dispostos se atraem."
Acho lúcida. bem vinda. bonita. verdadeira
( é do Fernando Anitelli)
29 outubro, 2010
Best Sellers
Escrever um best-seller é uma coisa. Escrever um livro que vende mais de 50 milhões de cópias é outra completamente diferente. Esses autores quebraram o recorde de vendas de livros. Se por acaso você é um aspirante a autor que está imaginando quantos livros será preciso vender para alcançar os mais altos escalões e a atingir o topo das publicações dê uma olhada em nossa lista com os best-sellers de todos os tempos (em 2007).
Cópias vendidas
1. A Bíblia 6 bilhões
2. O Livro Vermelho - Mao Zedong 900 milhões
3. O Alcorão (The Qur'an) 800 milhões
4. Xinhua Zidian (dicionário chinês) 400 milhões
5. O Livro de Mórmon - Joseph Smith Jr. 120 milhões
6. Harry Potter e a Pedra Filosofal - J. K. Rowling 107 milhões
7. E Não Sobrou Nenhum - Agatha Christie 100 milhões
8. O Senhor dos Anéis - J.R.R. Tolkien 100 milhões
9. Harry Potter e o Enigma do Príncipe - J. K. Rowling 65 milhões
10. O Código Da Vinci - Dan Brown 65 milhões
11. Harry Potter e a Câmara Secreta - J. K. Rowling 60 milhões
12. O Apanhador no Campo de Centeio - J. D. Salinger 60 milhões
13. Harry Potter e o Cálice de Fogo - J. K. Rowling 55 milhões
14. Harry Potter e a Ordem da Fênix - J. K. Rowling 55 milhões
15. Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban - J. K. Rowling 55 milhões
16. Ben Hur: Uma Narrativa de Cristo - Lew Wallace 50 milhões
17. Heidi's Years of Wandering and Learning - Johanna Spyri 50 milhões
18. O Alquimista (The Alchemist) - Paulo Coelho 50 milhões
Tirei daqui
Cópias vendidas
1. A Bíblia 6 bilhões
2. O Livro Vermelho - Mao Zedong 900 milhões
3. O Alcorão (The Qur'an) 800 milhões
4. Xinhua Zidian (dicionário chinês) 400 milhões
5. O Livro de Mórmon - Joseph Smith Jr. 120 milhões
6. Harry Potter e a Pedra Filosofal - J. K. Rowling 107 milhões
7. E Não Sobrou Nenhum - Agatha Christie 100 milhões
8. O Senhor dos Anéis - J.R.R. Tolkien 100 milhões
9. Harry Potter e o Enigma do Príncipe - J. K. Rowling 65 milhões
10. O Código Da Vinci - Dan Brown 65 milhões
11. Harry Potter e a Câmara Secreta - J. K. Rowling 60 milhões
12. O Apanhador no Campo de Centeio - J. D. Salinger 60 milhões
13. Harry Potter e o Cálice de Fogo - J. K. Rowling 55 milhões
14. Harry Potter e a Ordem da Fênix - J. K. Rowling 55 milhões
15. Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban - J. K. Rowling 55 milhões
16. Ben Hur: Uma Narrativa de Cristo - Lew Wallace 50 milhões
17. Heidi's Years of Wandering and Learning - Johanna Spyri 50 milhões
18. O Alquimista (The Alchemist) - Paulo Coelho 50 milhões
Tirei daqui
24 setembro, 2010
CARLOS HEITOR CONY - O Livro dos Livros
--------------------------------------------------------------------------------
Há que reconhecer na vida de cada um de nós um livro que marca o nosso antes e depois.
O livro dos livros
--------------------------------------------------------------------------------
EMBORA CONTRA a vontade, respondo a um amigo que me pede uma relação de livros que eu gostaria de reler, caso dispusesse de tempo. Em minha resposta, incluiria alguns livros que realmente gostaria de reler -não por serem bons ou necessários, mas apenas por fidelidade pessoal.
Estranharam que eu incluísse Michel Zevaco e Alexandre Dumas, deixando de relacionar Shakespeare, Homero ou Dante. Ora, senhores, livros há que necessariamente obrigam a que se arranje tempo e vontade para a releitura. No caso de Shakespeare, por exemplo, qualquer folga na minha rotina e eu pego o "Otelo".
Por modéstia, não vou dizer aqui os livros que obrigatoriamente leio todos os anos. Posso adiantar alguns, como "Tartarin de Tarascon", "Asia", "Memórias de um Sargento de Milícias", a Constituição do Brasil e o Código Nacional de Trânsito. São leituras pias e úteis, a que me obrigo por dever e gosto, tentativas frustradas de me tornar um bom cidadão. Stendhal lia todas as semanas o Código Civil em busca de um estilo seco, despojado, perfeito.
Mas livros há que gostaria de reler e -infelizmente- já não há tempo nem modo para este tipo de prazer, substituído por outros razoavelmente inconfessáveis. Lembro a emoção com que penetrei no tumultuado mundo de Zevaco, seus Pardaillan, suas Faustas vencidas, o senhor de Buridan, a ponte dos suspiros. Só um imbecil não gostaria de recriar a emoção de ver o Frei Corigan (Coriganus frater) na fogueira. Com Alexandre Dumas a mesma coisa, embora, hierarquicamente, Dumas já pertença a outros quinhentos reais.
Vibrei com os grossos volumes das "Memórias de um Médico". O que sei de Revolução Francesa está mais no Dumas do que nos amargos livros de história com que me aborreceram a adolescência.
Evidente, tais leituras em nada influíram na minha formação e muito menos em minha discutível ambição literária. Li, gostei, esqueci muita coisa -o que foi pena- e de todos esses livros guardo com carinho os bons momentos e os espantos e, sobretudo o gostoso escorrer das horas solitárias e vazias que formaram, em um sentido geral, a minha juventude.
Se alguém me perguntasse pelos livros prediletos, a resposta, como é óbvio, seria outra. Incluiria, como mandam os figurinos literários, os ensaios fecundos, os grandes romances formais, o Gibbons em não sei mais quantos volumes, o Molière, o Racine, o Dante, Montaigne, Flaubert, enfim, os autores sempre citados por todos.
Mas incluiria também o Arquibaldo Botelho Cabral Benjamim Xavier, autor de um alentado opus intitulado "As Asas de Ícaro dos Impostos". Apesar do título, o livro traz o diploma da primeira comunhão do autor e uma foto do batizado de um de seus netos. São 650 páginas e um anexo contendo a relação dos demais livros do Arquibaldo, ao todo, 33 obras sobre direito, religião, geografia, arqueologia, homeopatia, positivismo e xadrez.
Há que reconhecer na vida de cada um de nós um determinado livro que marca o nosso antes e depois. O livro dos livros. Para muitos, a Bíblia, a "Imitação de Cristo", "O Príncipe", "O Contrato Social", sei lá, há livro para tudo. Nesse sentido, há um livro que realmente marcou nossa experiência -ou aventura- através dos anos e dos erros.
Não se trata do famoso livro de cabeceira. Na cabeceira dos grandes homens não há livro algum -e isso não significa que eu seja um grande homem. Donde se conclui que não há livro na cabeceira dos homens pequenos. Na minha, além de um abajur, há um desentupidor nasal para aliviar a rinite crônica que me acompanha desde a minha infância.
Esse livro dos livros -cuja sombra projeta em minha estrada uma curva inesperada e cruel- talvez nem seja livro. É antes um apanhado de histórias que fui copiando de vários livros e lugares. Até anedotas dos antigos almanaques do Capivarol e do Biotônico Fontoura. Mas tem um largo trecho do "Evangelho Segundo Mateus" e um poema de Tennyson. E tem mais: a primeira carta de amor que escrevi, aos dez anos, a uma tal de Helena, que após matrimônio infeliz e infecção no ovário é hoje freira agostiniana e ora por mim.
Há que reconhecer na vida de cada um de nós um livro que marca o nosso antes e depois.
O livro dos livros
--------------------------------------------------------------------------------
EMBORA CONTRA a vontade, respondo a um amigo que me pede uma relação de livros que eu gostaria de reler, caso dispusesse de tempo. Em minha resposta, incluiria alguns livros que realmente gostaria de reler -não por serem bons ou necessários, mas apenas por fidelidade pessoal.
Estranharam que eu incluísse Michel Zevaco e Alexandre Dumas, deixando de relacionar Shakespeare, Homero ou Dante. Ora, senhores, livros há que necessariamente obrigam a que se arranje tempo e vontade para a releitura. No caso de Shakespeare, por exemplo, qualquer folga na minha rotina e eu pego o "Otelo".
Por modéstia, não vou dizer aqui os livros que obrigatoriamente leio todos os anos. Posso adiantar alguns, como "Tartarin de Tarascon", "Asia", "Memórias de um Sargento de Milícias", a Constituição do Brasil e o Código Nacional de Trânsito. São leituras pias e úteis, a que me obrigo por dever e gosto, tentativas frustradas de me tornar um bom cidadão. Stendhal lia todas as semanas o Código Civil em busca de um estilo seco, despojado, perfeito.
Mas livros há que gostaria de reler e -infelizmente- já não há tempo nem modo para este tipo de prazer, substituído por outros razoavelmente inconfessáveis. Lembro a emoção com que penetrei no tumultuado mundo de Zevaco, seus Pardaillan, suas Faustas vencidas, o senhor de Buridan, a ponte dos suspiros. Só um imbecil não gostaria de recriar a emoção de ver o Frei Corigan (Coriganus frater) na fogueira. Com Alexandre Dumas a mesma coisa, embora, hierarquicamente, Dumas já pertença a outros quinhentos reais.
Vibrei com os grossos volumes das "Memórias de um Médico". O que sei de Revolução Francesa está mais no Dumas do que nos amargos livros de história com que me aborreceram a adolescência.
Evidente, tais leituras em nada influíram na minha formação e muito menos em minha discutível ambição literária. Li, gostei, esqueci muita coisa -o que foi pena- e de todos esses livros guardo com carinho os bons momentos e os espantos e, sobretudo o gostoso escorrer das horas solitárias e vazias que formaram, em um sentido geral, a minha juventude.
Se alguém me perguntasse pelos livros prediletos, a resposta, como é óbvio, seria outra. Incluiria, como mandam os figurinos literários, os ensaios fecundos, os grandes romances formais, o Gibbons em não sei mais quantos volumes, o Molière, o Racine, o Dante, Montaigne, Flaubert, enfim, os autores sempre citados por todos.
Mas incluiria também o Arquibaldo Botelho Cabral Benjamim Xavier, autor de um alentado opus intitulado "As Asas de Ícaro dos Impostos". Apesar do título, o livro traz o diploma da primeira comunhão do autor e uma foto do batizado de um de seus netos. São 650 páginas e um anexo contendo a relação dos demais livros do Arquibaldo, ao todo, 33 obras sobre direito, religião, geografia, arqueologia, homeopatia, positivismo e xadrez.
Há que reconhecer na vida de cada um de nós um determinado livro que marca o nosso antes e depois. O livro dos livros. Para muitos, a Bíblia, a "Imitação de Cristo", "O Príncipe", "O Contrato Social", sei lá, há livro para tudo. Nesse sentido, há um livro que realmente marcou nossa experiência -ou aventura- através dos anos e dos erros.
Não se trata do famoso livro de cabeceira. Na cabeceira dos grandes homens não há livro algum -e isso não significa que eu seja um grande homem. Donde se conclui que não há livro na cabeceira dos homens pequenos. Na minha, além de um abajur, há um desentupidor nasal para aliviar a rinite crônica que me acompanha desde a minha infância.
Esse livro dos livros -cuja sombra projeta em minha estrada uma curva inesperada e cruel- talvez nem seja livro. É antes um apanhado de histórias que fui copiando de vários livros e lugares. Até anedotas dos antigos almanaques do Capivarol e do Biotônico Fontoura. Mas tem um largo trecho do "Evangelho Segundo Mateus" e um poema de Tennyson. E tem mais: a primeira carta de amor que escrevi, aos dez anos, a uma tal de Helena, que após matrimônio infeliz e infecção no ovário é hoje freira agostiniana e ora por mim.
15 setembro, 2010
22 julho, 2010
Carne na Amazonia
Frigoríficos afirmam ter parado de comprar gado de terras indígenas e unidades de conservação, um ano após o lançamento do relatório do Greenpeace sobre pecuária na Amazônia.
São Paulo, 20 de julho de 2010 – Os três maiores frigoríficos do Brasil – JBS/Bertin, Marfrig e Minerva – anunciaram na última semana que deixaram de comprar gado de 221 fazendas localizadas dentro de terras indígenas, unidades de conservação ou próximas a áreas recém-desmatadas na Amazônia. Outras 1.787 propriedades, num raio de até 10 quilômetros de novos desmatamentos, unidades de conservação e terras indígenas, passam por averiguação. As empresas declararam também ter o ponto georreferenciado de mais de 12.500 fazendas, número que, segundo elas, representa 100% da cadeia de fornecedores diretos da região.
“A apresentação desses números é uma clara e bem-vinda sinalização de que o setor está de olho nas novas exigências do consumidor preocupado com o meio ambiente em todo o mundo. As empresas precisam agora ampliar e consolidar esse trabalho, realizando auditorias nos processos, garantindo transparência e confiabilidade aos dados e convencendo seus fornecedores a disponibilizarem mapas com os limites georreferenciados das propriedades” , afirma Paulo Adario, diretor da campanha da Amazônia do Greenpeace.
Detalhes sobre os dados, como a localização das fazendas excluídas e suspensas e os procedimentos adotados encontram-se à disposição nas empresas.
Os resultados entregues, nove meses após a assinatura de acordo entre os frigoríficos e o Greenpeace (assinado em outubro do ano passado), correspondem à primeira etapa do compromisso assumido pelas empresas-líderes do setor da pecuária com desmatamento zero na Amazônia: cadastrar e mapear todas as fazendas de seus fornecedores diretos, para não comprarem mais gado proveniente de áreas recém-desmatadas na região, de terras indígenas e áreas protegidas
O monitoramento dessa cadeia produtiva é essencial para que clientes e consumidores de produtos bovinos não contribuam indiretamente para a destruição da maior floresta tropical do mundo. No entanto, para que esse processo ocorra de forma eficaz e transparente, é indispensável a realização do Cadastro Ambiental Rural (CAR) das propriedades, ferramenta que possibilita monitorar por satélite e identificar com segurança todos os fornecedores – tanto os que produzem sem desmatar quanto os que desmataram a floresta após outubro de 2009.
No Mato Grosso, detentor do maior rebanho do país, menos de 5% das fazendas estão cadastrados no sistema de licenciamento ambiental do governo do estado. A exigência do cadastro é lei e tem prazo para ser cumprida: novembro deste ano. No Pará, o número de fazendas registradas junto ao CAR – Cadastro Ambiental Rural – saltou, em menos de um ano, de cerca de 300 para 19 mil propriedades inscritas, devido às pressões exercidas por consumidores e pela atuação do Ministério Público Federal, que moveu ações obrigando parte da cadeia a realizar o cadastramento. Porém, esse número ainda representa apenas 9% do total de propriedades do Estado.
“As pressões dos frigoríficos são fundamentais para promover o cadastramento das fazendas nos Estados. Também vamos cobrar daqueles que ainda não assumiram nenhum compromisso com a floresta. Os consumidores precisam saber quem ainda não está se mexendo para tirar o desmatamento de seu negócio”, afirma Adário.
Os três frigoríficos responderam, em 2009, por 36% do abate feito na Amazônia Legal. O restante vem de pequenos, médios e grandes frigoríficos que até agora não assumiram compromisso com o desmatamento zero e vendem seus produtos para os consumidores, por meio de supermercados que ainda não limparam suas prateleiras de passivos ambientais e sociais.
São Paulo, 20 de julho de 2010 – Os três maiores frigoríficos do Brasil – JBS/Bertin, Marfrig e Minerva – anunciaram na última semana que deixaram de comprar gado de 221 fazendas localizadas dentro de terras indígenas, unidades de conservação ou próximas a áreas recém-desmatadas na Amazônia. Outras 1.787 propriedades, num raio de até 10 quilômetros de novos desmatamentos, unidades de conservação e terras indígenas, passam por averiguação. As empresas declararam também ter o ponto georreferenciado de mais de 12.500 fazendas, número que, segundo elas, representa 100% da cadeia de fornecedores diretos da região.
“A apresentação desses números é uma clara e bem-vinda sinalização de que o setor está de olho nas novas exigências do consumidor preocupado com o meio ambiente em todo o mundo. As empresas precisam agora ampliar e consolidar esse trabalho, realizando auditorias nos processos, garantindo transparência e confiabilidade aos dados e convencendo seus fornecedores a disponibilizarem mapas com os limites georreferenciados das propriedades” , afirma Paulo Adario, diretor da campanha da Amazônia do Greenpeace.
Detalhes sobre os dados, como a localização das fazendas excluídas e suspensas e os procedimentos adotados encontram-se à disposição nas empresas.
Os resultados entregues, nove meses após a assinatura de acordo entre os frigoríficos e o Greenpeace (assinado em outubro do ano passado), correspondem à primeira etapa do compromisso assumido pelas empresas-líderes do setor da pecuária com desmatamento zero na Amazônia: cadastrar e mapear todas as fazendas de seus fornecedores diretos, para não comprarem mais gado proveniente de áreas recém-desmatadas na região, de terras indígenas e áreas protegidas
O monitoramento dessa cadeia produtiva é essencial para que clientes e consumidores de produtos bovinos não contribuam indiretamente para a destruição da maior floresta tropical do mundo. No entanto, para que esse processo ocorra de forma eficaz e transparente, é indispensável a realização do Cadastro Ambiental Rural (CAR) das propriedades, ferramenta que possibilita monitorar por satélite e identificar com segurança todos os fornecedores – tanto os que produzem sem desmatar quanto os que desmataram a floresta após outubro de 2009.
No Mato Grosso, detentor do maior rebanho do país, menos de 5% das fazendas estão cadastrados no sistema de licenciamento ambiental do governo do estado. A exigência do cadastro é lei e tem prazo para ser cumprida: novembro deste ano. No Pará, o número de fazendas registradas junto ao CAR – Cadastro Ambiental Rural – saltou, em menos de um ano, de cerca de 300 para 19 mil propriedades inscritas, devido às pressões exercidas por consumidores e pela atuação do Ministério Público Federal, que moveu ações obrigando parte da cadeia a realizar o cadastramento. Porém, esse número ainda representa apenas 9% do total de propriedades do Estado.
“As pressões dos frigoríficos são fundamentais para promover o cadastramento das fazendas nos Estados. Também vamos cobrar daqueles que ainda não assumiram nenhum compromisso com a floresta. Os consumidores precisam saber quem ainda não está se mexendo para tirar o desmatamento de seu negócio”, afirma Adário.
Os três frigoríficos responderam, em 2009, por 36% do abate feito na Amazônia Legal. O restante vem de pequenos, médios e grandes frigoríficos que até agora não assumiram compromisso com o desmatamento zero e vendem seus produtos para os consumidores, por meio de supermercados que ainda não limparam suas prateleiras de passivos ambientais e sociais.
13 julho, 2010
um textinho da Adriana Falcão...
... mas ela tem muitas outras coisas que eu gosto muito, e que eu vou colocar aqui de vez em quando...
O DOIDO DA GARRAFA
Adriana Falcão
Ele não era mais doido do que as outras pessoas do mundo, mas as outras pessoas do mundo insistiam em dizer que ele era doido.
Depois que se apaixonou por uma garrafa de plástico de se carregar na bicicleta e passou a andar sempre com ela pendurada na cintura, virou o Doido da Garrafa.
O Doido da Garrafa fazia passarinhos de papel como ninguém, mas era especialista mesmo em construir barquinhos com palitos. Batizava cada barco com um nome de mulher e, enquanto estava trabalhando nele, morria de amores pela dona imaginária do nome. Depois ia esquecendo uma por uma, todas elas, com exceção de Olívia, uma nau antiga que levou dezessete dias para ser construída.
Batucava muito bem e vivia inventando, de improviso, músicas especialmente compostas para toda e qualquer finalidade, nos mais variados gêneros. Uai aí aquela da mulher de blusa verde atravessando a rua apressada, e o Doido da Garrafa imediatamente compunha um samba, uma valsa, um rock, um rap, um blues, dependendo da mulher de blusa verde, do atravessando, da rua e do apressada. Geralmente ficava uma obra-prima.
Gostava muito de observar as pessoas na rua, do cheiro de café, de cantar e de ouvir música. Não gostava muito do fato de ter pernas, mas acabou se acostumando com elas. De cabelo ele gostava. Em compensação, tinha verdadeiro horror a multidão, bermudão, tubarão, ladrão, camburão, bajulação, afetação, dança de salão, falta de educação e à palavra bife.
Escrevia cartas para ninguém, umas em prosa, outras em poesia, como mero exercício de estilo.
Tinha mania de dar entrevistas para o vento e já sabia a resposta de qualquer pergunta que porventura alguém pudesse lhe fazer um dia.
Ajudava o dicionário a explicar as coisas inventando palavras necessárias, como dorinfinita.
Adorava álgebra, mas tinha particular antipatia por trigonometria, pois não encontrava nenhum motivo para se pegar pedaços de triângulos e fazer contas tão difíceis com eles.
Conhecia mitologia a fundo.
Tinha angústia matinal, uma depressão no meio da tarde que ele chamava de cinco horas, porque era a hora que ela aparecia, e uma insônia crônica a quem chamava carinhosamente de Proserpina.
Sentia uma paixão azul dentro do peito, desde criança, sempre que olhava o mar e orgulhava-se muito disso.
Acreditava no amor, mas tinha vergonha da frase.
Às vezes falava sozinho, Preferia tristeza à agonia.
Todas as noites, entre oito e dez e meia, era visto andando de um lado para o outro da rua, método que tinha inventado para acabar de vez com a preocupação de fazer a volta de repente, quando achava que já tinha andado o suficiente. (Preferia que ninguém percebesse que ele não tinha para onde ir.) Enquanto andava, repetia dentro da cabeÇa incessantemente a palavra ecumênico sem ter a menor idéia da razão pela qual fazia isso.
Durante o dia o Doido da Garrafa trabalhava numa multinacional, era sujeito bem visto, supervisor de departamento, ganhava um bom salário e gratificações que entregava para a mulher aplicar em fundos de investimento.
No fim do ano ia trocar de carro.
Era excelente chefe de família.
Não era mais doido do que as outras pessoas do mundo, mas sempre que ele passava as outras pessoas do mundo pensavam, lá vai o Doido da Garrafa, e assim se esqueciam das suas próprias garrafas um pouquinho.
O DOIDO DA GARRAFA
Adriana Falcão
Ele não era mais doido do que as outras pessoas do mundo, mas as outras pessoas do mundo insistiam em dizer que ele era doido.
Depois que se apaixonou por uma garrafa de plástico de se carregar na bicicleta e passou a andar sempre com ela pendurada na cintura, virou o Doido da Garrafa.
O Doido da Garrafa fazia passarinhos de papel como ninguém, mas era especialista mesmo em construir barquinhos com palitos. Batizava cada barco com um nome de mulher e, enquanto estava trabalhando nele, morria de amores pela dona imaginária do nome. Depois ia esquecendo uma por uma, todas elas, com exceção de Olívia, uma nau antiga que levou dezessete dias para ser construída.
Batucava muito bem e vivia inventando, de improviso, músicas especialmente compostas para toda e qualquer finalidade, nos mais variados gêneros. Uai aí aquela da mulher de blusa verde atravessando a rua apressada, e o Doido da Garrafa imediatamente compunha um samba, uma valsa, um rock, um rap, um blues, dependendo da mulher de blusa verde, do atravessando, da rua e do apressada. Geralmente ficava uma obra-prima.
Gostava muito de observar as pessoas na rua, do cheiro de café, de cantar e de ouvir música. Não gostava muito do fato de ter pernas, mas acabou se acostumando com elas. De cabelo ele gostava. Em compensação, tinha verdadeiro horror a multidão, bermudão, tubarão, ladrão, camburão, bajulação, afetação, dança de salão, falta de educação e à palavra bife.
Escrevia cartas para ninguém, umas em prosa, outras em poesia, como mero exercício de estilo.
Tinha mania de dar entrevistas para o vento e já sabia a resposta de qualquer pergunta que porventura alguém pudesse lhe fazer um dia.
Ajudava o dicionário a explicar as coisas inventando palavras necessárias, como dorinfinita.
Adorava álgebra, mas tinha particular antipatia por trigonometria, pois não encontrava nenhum motivo para se pegar pedaços de triângulos e fazer contas tão difíceis com eles.
Conhecia mitologia a fundo.
Tinha angústia matinal, uma depressão no meio da tarde que ele chamava de cinco horas, porque era a hora que ela aparecia, e uma insônia crônica a quem chamava carinhosamente de Proserpina.
Sentia uma paixão azul dentro do peito, desde criança, sempre que olhava o mar e orgulhava-se muito disso.
Acreditava no amor, mas tinha vergonha da frase.
Às vezes falava sozinho, Preferia tristeza à agonia.
Todas as noites, entre oito e dez e meia, era visto andando de um lado para o outro da rua, método que tinha inventado para acabar de vez com a preocupação de fazer a volta de repente, quando achava que já tinha andado o suficiente. (Preferia que ninguém percebesse que ele não tinha para onde ir.) Enquanto andava, repetia dentro da cabeÇa incessantemente a palavra ecumênico sem ter a menor idéia da razão pela qual fazia isso.
Durante o dia o Doido da Garrafa trabalhava numa multinacional, era sujeito bem visto, supervisor de departamento, ganhava um bom salário e gratificações que entregava para a mulher aplicar em fundos de investimento.
No fim do ano ia trocar de carro.
Era excelente chefe de família.
Não era mais doido do que as outras pessoas do mundo, mas sempre que ele passava as outras pessoas do mundo pensavam, lá vai o Doido da Garrafa, e assim se esqueciam das suas próprias garrafas um pouquinho.
09 junho, 2010
É...
"No mundo atual está se investindo cinco vezes mais em remédios para virilidade masculina e silicone para mulheres do que na cura do Mal de Alzheimer.
Daqui a alguns anos teremos velhas de seios grandes e velhos de pinto duro, mas que não se lembrarão para que servem."
Frase atribuída a Dráuzio Varella
Daqui a alguns anos teremos velhas de seios grandes e velhos de pinto duro, mas que não se lembrarão para que servem."
Frase atribuída a Dráuzio Varella
04 maio, 2010
15 abril, 2010
08 abril, 2010
07 abril, 2010
05 abril, 2010
25 março, 2010
Hummm
humm, seguinte:
Esse blog tá mesmo em um momento animal. (animal mesmo. Não um momento "animal", essa gíria meio boba que quer dizer "muito legal" )
Por isso decidi por bem (meu, no caso), publicar algumas coisinhas que remetam ao tema
(isso de remeter ao tema é tão "coisa de roteirista"... ai preciso parar com isso!)
Anyway, vamos ao tema:
Filhote é foda! Pode ser filhote de rato, é sempre a coisa mais gostosa.
Como meu blog, a despeito de alguns fatos, pretende ser um espaço criativo... não vou postar aqui um filhote fofo de gatinho, cachorrinho, coelhinho...
Mas alguém já viu filhote de porco-espinho?

Bom... mas já que estamos no assunto bichinhos, que eu amo.
E já que estamos aqui, não é? Vou juntar ao tema outra paixão minha. Chocolate
Ou, como diria Homer Simpson, chooocccoooollllaaaattteeeee (babando)
E já que estamos falando em assuntos de meu próprio interesse, vamos ao meio ambiente.
Sim, sou mega ultra preocupada com o meio ambiente. E quem acompanha o blog sabe: adoro eco trip, já fiz programa ambiental, e sou voluntária do Greenpeace.
Portanto, acho de bom tom colocar esse vídeo aqui que, como boa (??) roteirista que sou, achei que traduzia em imagens os tres temas que acabei de apresentar-lhes: bicho, chocolate e meio ambiente
Não to querendo, mesmo, ser panfletária. E longe de mim transformar esse espaço agradável em um espaço chato de informações disso ou daquilo. Mas eu to avisando porque eu também não sabia dessa história toda.
E também comi muito Kit Kat por aí... Mas é que as informações chegam mais fácil pra mim, que to na área. Então, pra quem quiser saber, não custa nada. E mais, Kit Kat nem é assim tão gostoso. Sou bem mais um Ouro Branco
INFORMAÇÕES:
Protestos pipocaram por toda a Europa contra a destruição das florestas que servem de habitat para orangotangos na Indonésia. O motor dessa devastação, que colocou os primatas à beira da extinção, é a conversão do uso do solo de mata virgem para o plantio de palmáceas.
A Nestlé, que sustenta essa atividade comprando óleo de palma da Indonésia para produzir chocolates como o Kit kat, foi o alvo das manifestações no continente europeu, parte de uma campanha global que o Greenpeace lança hoje contra a companhia. A Nestlé por enquanto continua jogando de ponta de lança no time das empresas que estimulam a destruição das florestas tropicias.
Além de financiar a derrubada em massa de mata na Indonésia e empurrar os orangotangos para o abismo da extinção, a Nestlé está contribuindo para agravar o aquecimento global. Florestas ajudam a regular o clima e acabar com o desmatamento, uma das maneiras mais rápidas de reduzir as emissões de Co2 na atmosfera.
Foi por isso que escritórios da Nestlé na Inglaterra, Holanda e Alemanha acabaram sendo palco de protestos por ativistas do Greenpeace, pedindo para que a empresa deixe de utilizar óleo de palma proveniente da destruição de área antes ocupada por florestas na Indonésia.
Além da produção de óleo de palma, a Sinar Mas também é proprietária da Ásia celulose, a maior empresa de papel da Indonésia. A empresa também infringe a lei da Indonésia ao destruir as florestas protegidas para cultivar plantações de óleo de palma.
Como todos devem saber, a Nestlé é a maior empresa de alimentos e bebidas do mundo. O que ninguém sabia até então era que a empresa também é um grande consumidor de óleo de palma produzido às custas do desmatamento das florestas tropicais. Nos últimos três anos, a utilização anual do óleo quase duplicou, alcançando a marca de 320000 toneladas que entram em uma enorme gama de produtos, incluindo o chocolate mega popular KitKat, que não é vendido no Brasil.
"Toda vez que você der uma mordida em um KitKat, você pode estar dando uma mordida nas florestas tropicais da Indonésia, que são fundamentais para a sobrevivência dos orangotangos. A Nestlé precisa dar aos orangotangos uma pausa e parar de utilizar óleo de palma de fornecedores que estão destruindo as florestas", disse Daniela Montalto, do Greenpeace internacional.
Diversas empresas importantes, incluindo a Unilever e Kraft, cancelaram os contratos de óleo de palma com a Sinar Mas. A Unilever cancelou um contrato de 30 milhões de dólares no ano passado. A Kraft cancelou o seu em fevereiro. "Outras grandes empresas estão agindo, mas a Nestlé continua fechando os olhos para os piores infratores. É tempo de a Nestlé cancelar seus contratos com a Sinar Mas e parar de contribuir com a destruição das floresta tropical e de turfas,"
Meu, o orangotango é um bicho lindo. Parece a gente!
E só tem mais uns 100 mil no mundo. Parece muito? Mas não é!
É o que cabe de gente no Estádio do Morumbi.
Por sinal, informação do querido Fabio, é até menos.
Temos menos orangotangos no mundo do que tinham torcedores do Corinthians e da Ponte Preta no Morumbi na final do campeonato paulista de 1977. (É... o Fábio é mega enciclopédia futebolística)
Ok, já fiz aqui minha gritaria do dia. Quando descobrir mais coisas que a gente pode fazer pra proteger algo, eu aviso!
Mas... já que estamos aqui, e o assunto é animal (de novo, não é a gíria, nem um trocadalho tosco) não resisti em encher a conversa com fotos de bebes que raramente vemos:





Esse blog tá mesmo em um momento animal. (animal mesmo. Não um momento "animal", essa gíria meio boba que quer dizer "muito legal" )
Por isso decidi por bem (meu, no caso), publicar algumas coisinhas que remetam ao tema
(isso de remeter ao tema é tão "coisa de roteirista"... ai preciso parar com isso!)
Anyway, vamos ao tema:
Filhote é foda! Pode ser filhote de rato, é sempre a coisa mais gostosa.
Como meu blog, a despeito de alguns fatos, pretende ser um espaço criativo... não vou postar aqui um filhote fofo de gatinho, cachorrinho, coelhinho...
Mas alguém já viu filhote de porco-espinho?

Não é muito nhami!?!
Bom... mas já que estamos no assunto bichinhos, que eu amo.
E já que estamos aqui, não é? Vou juntar ao tema outra paixão minha. Chocolate
Ou, como diria Homer Simpson, chooocccoooollllaaaattteeeee (babando)
E já que estamos falando em assuntos de meu próprio interesse, vamos ao meio ambiente.
Sim, sou mega ultra preocupada com o meio ambiente. E quem acompanha o blog sabe: adoro eco trip, já fiz programa ambiental, e sou voluntária do Greenpeace.
Portanto, acho de bom tom colocar esse vídeo aqui que, como boa (??) roteirista que sou, achei que traduzia em imagens os tres temas que acabei de apresentar-lhes: bicho, chocolate e meio ambiente
Não to querendo, mesmo, ser panfletária. E longe de mim transformar esse espaço agradável em um espaço chato de informações disso ou daquilo. Mas eu to avisando porque eu também não sabia dessa história toda.
E também comi muito Kit Kat por aí... Mas é que as informações chegam mais fácil pra mim, que to na área. Então, pra quem quiser saber, não custa nada. E mais, Kit Kat nem é assim tão gostoso. Sou bem mais um Ouro Branco
INFORMAÇÕES:
Protestos pipocaram por toda a Europa contra a destruição das florestas que servem de habitat para orangotangos na Indonésia. O motor dessa devastação, que colocou os primatas à beira da extinção, é a conversão do uso do solo de mata virgem para o plantio de palmáceas.
A Nestlé, que sustenta essa atividade comprando óleo de palma da Indonésia para produzir chocolates como o Kit kat, foi o alvo das manifestações no continente europeu, parte de uma campanha global que o Greenpeace lança hoje contra a companhia. A Nestlé por enquanto continua jogando de ponta de lança no time das empresas que estimulam a destruição das florestas tropicias.
Além de financiar a derrubada em massa de mata na Indonésia e empurrar os orangotangos para o abismo da extinção, a Nestlé está contribuindo para agravar o aquecimento global. Florestas ajudam a regular o clima e acabar com o desmatamento, uma das maneiras mais rápidas de reduzir as emissões de Co2 na atmosfera.
Foi por isso que escritórios da Nestlé na Inglaterra, Holanda e Alemanha acabaram sendo palco de protestos por ativistas do Greenpeace, pedindo para que a empresa deixe de utilizar óleo de palma proveniente da destruição de área antes ocupada por florestas na Indonésia.
Além da produção de óleo de palma, a Sinar Mas também é proprietária da Ásia celulose, a maior empresa de papel da Indonésia. A empresa também infringe a lei da Indonésia ao destruir as florestas protegidas para cultivar plantações de óleo de palma.
Como todos devem saber, a Nestlé é a maior empresa de alimentos e bebidas do mundo. O que ninguém sabia até então era que a empresa também é um grande consumidor de óleo de palma produzido às custas do desmatamento das florestas tropicais. Nos últimos três anos, a utilização anual do óleo quase duplicou, alcançando a marca de 320000 toneladas que entram em uma enorme gama de produtos, incluindo o chocolate mega popular KitKat, que não é vendido no Brasil.
"Toda vez que você der uma mordida em um KitKat, você pode estar dando uma mordida nas florestas tropicais da Indonésia, que são fundamentais para a sobrevivência dos orangotangos. A Nestlé precisa dar aos orangotangos uma pausa e parar de utilizar óleo de palma de fornecedores que estão destruindo as florestas", disse Daniela Montalto, do Greenpeace internacional.
Diversas empresas importantes, incluindo a Unilever e Kraft, cancelaram os contratos de óleo de palma com a Sinar Mas. A Unilever cancelou um contrato de 30 milhões de dólares no ano passado. A Kraft cancelou o seu em fevereiro. "Outras grandes empresas estão agindo, mas a Nestlé continua fechando os olhos para os piores infratores. É tempo de a Nestlé cancelar seus contratos com a Sinar Mas e parar de contribuir com a destruição das floresta tropical e de turfas,"
Meu, o orangotango é um bicho lindo. Parece a gente!
E só tem mais uns 100 mil no mundo. Parece muito? Mas não é!
É o que cabe de gente no Estádio do Morumbi.
Por sinal, informação do querido Fabio, é até menos.
Temos menos orangotangos no mundo do que tinham torcedores do Corinthians e da Ponte Preta no Morumbi na final do campeonato paulista de 1977. (É... o Fábio é mega enciclopédia futebolística)
Ok, já fiz aqui minha gritaria do dia. Quando descobrir mais coisas que a gente pode fazer pra proteger algo, eu aviso!
Mas... já que estamos aqui, e o assunto é animal (de novo, não é a gíria, nem um trocadalho tosco) não resisti em encher a conversa com fotos de bebes que raramente vemos:





19 março, 2010
07 março, 2010
licença poética
As Mariposa
(Adorniran Barbosa)
As mariposa quando chega o frio
Fica dando vorta em vorta da lâmpida pra si isquentá
Elas roda, roda, roda e dispois se senta
Em cima do prato da lâmpida pra descansá
Eu sou a lâmpida
E as muié é as mariposa
Que fica dando vorta em vorta de mim
Todas noite só pra me beijá
As mariposa quando chega o frio
Fica dando vorta em vorta da lâmpida pra si isquentá
Elas roda, roda, roda e dispois se senta
Em cima do prato da lâmpida pra descansá
Tá muitu bom...
Mas num vai si acostumá, viu
Dona mariposinha?
Eu postei essa letra e depois fiquei pensando.
O Adoniran até era um velhinho fofo. E eu adoro as músicas dele. Mesmo. Inclusive, e até por isso, pelas incríveis licenças poéticas do erros de portugues! Os sambinhas dele são perfeitos!
Mas essa letra aí é meio machista. E meio cafajeste, né não?
Será que a mulherada disputava o beijo dele tanto assim? Que nem mariposa na luz? Sei não...
E esse "num vai si acostumá"? Existem registros do Adoniran ser tão irresistível?
(Adorniran Barbosa)
As mariposa quando chega o frio
Fica dando vorta em vorta da lâmpida pra si isquentá
Elas roda, roda, roda e dispois se senta
Em cima do prato da lâmpida pra descansá
Eu sou a lâmpida
E as muié é as mariposa
Que fica dando vorta em vorta de mim
Todas noite só pra me beijá
As mariposa quando chega o frio
Fica dando vorta em vorta da lâmpida pra si isquentá
Elas roda, roda, roda e dispois se senta
Em cima do prato da lâmpida pra descansá
Tá muitu bom...
Mas num vai si acostumá, viu
Dona mariposinha?
Eu postei essa letra e depois fiquei pensando.
O Adoniran até era um velhinho fofo. E eu adoro as músicas dele. Mesmo. Inclusive, e até por isso, pelas incríveis licenças poéticas do erros de portugues! Os sambinhas dele são perfeitos!
Mas essa letra aí é meio machista. E meio cafajeste, né não?
Será que a mulherada disputava o beijo dele tanto assim? Que nem mariposa na luz? Sei não...
E esse "num vai si acostumá"? Existem registros do Adoniran ser tão irresistível?
22 fevereiro, 2010
04 fevereiro, 2010
Ainda "no teu deserto"
“(...) Eu descobri-o logo, tu já o tinhas adivinhado antes, mas depois custou-te mais a aceitá-lo. O preço era cada um seguir para seu lado, seguir a sua vida, os seus hábitos, regressar ao seu mundo. (...)
Sabes, a minha vida tem sido um excesso permanente, uma espécie de avalanche a escorregar montanha a baixo. Não tem havido pecado que não me manche, vício que não me seduza.
(...) A minha vida tem sido um vazio sem bússola nem azimute. Tenho 21 anos agora, e às vezes sinto como se tivesse duzentos e dez. Não durmo de noite, adormeço de dia. Acordo de boca seca, sinto o mundo andar à roda, que alguém me puxa para o fundo de um poço onde só há escuridão, onde me vou perder e onde me quero perder, assim, sem sentido algum. Gostei tanto de te ter encontrado, não me deixes agora... Não me deixes à beira do poço. Não me tragas de volta do deserto.
(...)
- Sabes, apetecia-me estar lá, no deserto. Não consegui ainda habituar-me a isto.
- Tens de te habituar. A vida é assim mesmo, nada dura para sempre. Só os rios e as montanhas, como diziam os índios da América.
Já sei, já sei que nada dura para sempre – só as montanhas e os rios, meu sábio. Mas o que fomos nós um para o outro: apenas companheiros ocasionais de viagem? Com o tempo contado, com tudo previamente estabelecido e com prazo de validade previsto à partida? Foi só isso, diz-me, foi só isso o nosso encontro? Não ficou mais nada lá atrás, não deixamos nada de nós os dois no deserto que atravessamos?
Ás vezes eu pensava em ti, Claudia. Pensava, mas sem pensar muito. Cada um de nós seguira a sua vida e elas eram em tudo diferentes: os amigos, o trabalho, os lugares por onde andávamos, mais de meia geração a separar-nos. Lá longe isso não fez assim tanta diferença, mas aqui fazia toda. Eu não andava a noite nem nos bares, discotecas ou concertos de rock: nunca foi vida que me seduzisse e menos ainda agora, que trabalhava tanto e via crescer os filhos como pai de fim de semana. Com os anos, comecei a ficar obcecado em construir coisas. Coisas que durassem, que ficassem depois de mim. E, de cada vez que concluía uma coisa, passava a outra e assim sucessivamente, como se tentasse ultrapassar o próprio tempo.”
“Hoje já ninguém vai ao nosso deserto, Cláudia. Os fundamentalistas islâmicos tornaram-se sanguinários e incontroláveis e os próprios tuaregues revoltaram-se contra o poder de Argel.
Mas a razão principal nem é essa. A razão principal é que já não há muita gente que tenha tempo a perder com o deserto. Não sabem para que serve e, quando me perguntam o que há lá e eu respondo “nada”, eles riscam mentalmente dos seus projetos.”
No Teu Deserto, Miguel Souza Tavares
Sabes, a minha vida tem sido um excesso permanente, uma espécie de avalanche a escorregar montanha a baixo. Não tem havido pecado que não me manche, vício que não me seduza.
(...) A minha vida tem sido um vazio sem bússola nem azimute. Tenho 21 anos agora, e às vezes sinto como se tivesse duzentos e dez. Não durmo de noite, adormeço de dia. Acordo de boca seca, sinto o mundo andar à roda, que alguém me puxa para o fundo de um poço onde só há escuridão, onde me vou perder e onde me quero perder, assim, sem sentido algum. Gostei tanto de te ter encontrado, não me deixes agora... Não me deixes à beira do poço. Não me tragas de volta do deserto.
(...)
- Sabes, apetecia-me estar lá, no deserto. Não consegui ainda habituar-me a isto.
- Tens de te habituar. A vida é assim mesmo, nada dura para sempre. Só os rios e as montanhas, como diziam os índios da América.
Já sei, já sei que nada dura para sempre – só as montanhas e os rios, meu sábio. Mas o que fomos nós um para o outro: apenas companheiros ocasionais de viagem? Com o tempo contado, com tudo previamente estabelecido e com prazo de validade previsto à partida? Foi só isso, diz-me, foi só isso o nosso encontro? Não ficou mais nada lá atrás, não deixamos nada de nós os dois no deserto que atravessamos?
Ás vezes eu pensava em ti, Claudia. Pensava, mas sem pensar muito. Cada um de nós seguira a sua vida e elas eram em tudo diferentes: os amigos, o trabalho, os lugares por onde andávamos, mais de meia geração a separar-nos. Lá longe isso não fez assim tanta diferença, mas aqui fazia toda. Eu não andava a noite nem nos bares, discotecas ou concertos de rock: nunca foi vida que me seduzisse e menos ainda agora, que trabalhava tanto e via crescer os filhos como pai de fim de semana. Com os anos, comecei a ficar obcecado em construir coisas. Coisas que durassem, que ficassem depois de mim. E, de cada vez que concluía uma coisa, passava a outra e assim sucessivamente, como se tentasse ultrapassar o próprio tempo.”
“Hoje já ninguém vai ao nosso deserto, Cláudia. Os fundamentalistas islâmicos tornaram-se sanguinários e incontroláveis e os próprios tuaregues revoltaram-se contra o poder de Argel.
Mas a razão principal nem é essa. A razão principal é que já não há muita gente que tenha tempo a perder com o deserto. Não sabem para que serve e, quando me perguntam o que há lá e eu respondo “nada”, eles riscam mentalmente dos seus projetos.”
No Teu Deserto, Miguel Souza Tavares
25 janeiro, 2010
Silêncio.
"Quando um de nós ficava parado a contemplar o deserto, o outro não deveria dizer nada. Tudo o que se pudesse dizer, naquelas alturas, ali, em frente ao nada ou ao absoluto, seria tão inútil que só poderia vir de uma alma fútil. Tudo o que se diz de desnecessário é estúpido, é um sinal destes tempos estúpidos em que falamos mais do que entendemos. No deserto, não há muito a dizer: o olhar chega e impõe o silêncio."
trecho de No Teu Deserto de Miguel Souza Tavares
Às vezes eu falo demais. Mais do que deveria. Mais do que gostaria.
Vou tentar parar com isso.
trecho de No Teu Deserto de Miguel Souza Tavares
Às vezes eu falo demais. Mais do que deveria. Mais do que gostaria.
Vou tentar parar com isso.
Assinar:
Postagens (Atom)



