Nao é porque vendia flores que sua vida era poesia
Na dor de segurar, mijou ali mesmo na calçada
Com sua urina mal cheirando o jardim da mansao
Sem querer foi, pela única vez, rebelde.
-----
Faz dez anos que ele perdeu o primeiro dente.
Hoje Eriovaldo tem apenas sete na boca
Mas sente que nao deve ser tão ruim assim ser banguela
Até tiraram foto do sorriso dele
A fotografia preto e branca saiu num livro grande e pesado,
que ele ouviu dizer que vendia numa livraria chic da cidade grande.
-----
Diziam que a obesidade dela era um exemplo do desumano mundo em que vivia.
Seus cento e muitos kilos de pura gordura capitalista, matava de fome outras pessoas em outras cidades.
Ela escutava atenta e nao entendia direito,
Essas outras pessoas estão tristes, ela pensava, e são só crianças
depois devorava comerciais e bolachas recheadas.
E ela só comia pra passar essa dor de viver num mundo tão desumano.
Mostrando postagens com marcador poemas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poemas. Mostrar todas as postagens
26 setembro, 2011
09 novembro, 2010
14 abril, 2010
28 agosto, 2009
Somos Humanos Desanimais
Uma vez, há bastante tempo, escrevi um poema assim:
SOMOS HUMANOS DEMAIS
Somos
Animais
Estranhos.
Somos
Humanos
Não somos
Animais
Desumanos.
Somos
Humanos
Desanimais
Eu gosto desse poema.
Lembrei dele porque recebi essa foto:
SOMOS HUMANOS DEMAIS
Somos
Animais
Estranhos.
Somos
Humanos
Não somos
Animais
Desumanos.
Somos
Humanos
Desanimais
Eu gosto desse poema.
Lembrei dele porque recebi essa foto:
Eu gostei muito dessa foto.
Por que não tratamos os animais com respeito?
Quer dizer, por que não tratamos os animais com Amor!?!?! ( que eles merecem)
10 agosto, 2009
por aí...
Aprender pessoas que me ensinam.
Ensinar.
Conhecer pessoas e coisas novas.
O que eu aprendo com quem conheço.
A descoberta, o susto, o novo.
O que eu aprendo com as pessoas que conheço pela vida
Uma música
Uma história, uma curiosidade
Aprender a rir, a chorar, a gargalhar, apender a beber, a comer, a ter prazer, a dar prazer.
Me ensinaram a ler, a saber o que ler, a escolher o que ler, a saber criticar o que ler.
Aprendi a desconfiar
A odiar
A gritar
A querer arrancar
O que me apaixona é querer saber o que de novo eu vou aprender e com quem.
Descobrir paradoxos desconexos, descontentos nas pessoas que me olham, como olham, o que falam, como falam. Se não falam o que calam. e me calam.
Me calaram. ( por aí...)
Ensinar.
Conhecer pessoas e coisas novas.
O que eu aprendo com quem conheço.
A descoberta, o susto, o novo.
O que eu aprendo com as pessoas que conheço pela vida
Uma música
Uma história, uma curiosidade
Aprender a rir, a chorar, a gargalhar, apender a beber, a comer, a ter prazer, a dar prazer.
Me ensinaram a ler, a saber o que ler, a escolher o que ler, a saber criticar o que ler.
Aprendi a desconfiar
A odiar
A gritar
A querer arrancar
O que me apaixona é querer saber o que de novo eu vou aprender e com quem.
Descobrir paradoxos desconexos, descontentos nas pessoas que me olham, como olham, o que falam, como falam. Se não falam o que calam. e me calam.
Me calaram. ( por aí...)
03 agosto, 2009
Braço
Eu sei descrever um braço,
Mas não o seu braço.
Seu braço eu só sei sentir, apertar.
Na verdade, nem sei...
Seu braço me suga.
Me amolece.
Me aquece.
Gosto do seu braço assim,
Pesando sobre mim.
Quando seu braço, esnobe, me esquece.
Eu sinto um frio quente de ciúme.
Mas quando reaparece,
E me espreme. Sufoca. Me faz suar...
Eu sinto saudades de saber quem sou!
Mas não o seu braço.
Seu braço eu só sei sentir, apertar.
Na verdade, nem sei...
Seu braço me suga.
Me amolece.
Me aquece.
Gosto do seu braço assim,
Pesando sobre mim.
Quando seu braço, esnobe, me esquece.
Eu sinto um frio quente de ciúme.
Mas quando reaparece,
E me espreme. Sufoca. Me faz suar...
Eu sinto saudades de saber quem sou!
23 junho, 2009
balada
Ela falou que precisava ir embora. Que já estava tarde.
Ele mandou aquele ditado já meio batido: “A noite é uma criança”
Ela preferiu não retrucar.
Ele tentou beijá-la novamente. Ela virou o rosto.
Ele pensou “Ela está fazendo cú doce.”
Ela virou-se e foi pro bar. Ele foi atrás.
Ela sentou-se. Ele começou a beijar o seu pescoço;
Ela deixou.
Ele pensou: “O que ela quer é ser paparicada.” E continuou paparicando-a.
Ela pediu um Mojito.
Ele pensou: “Quem toma Mojito? Bebida patética”. E pediu um gole do Mojito.
Ela tomou o Mojito no canudinho. Bem rápido.
Ele tentou beijá-la novamente. Novamente ela tirou o rosto.
Ele se encheu e pensou: “Estou cheio”.
Ela mordeu a ponta do canudinho e virou o rosto novamente.
Ele foi embora.
Ela o chamou e pediu um cigarro.
Ele pensou: “Que mina folgada”. E acendeu o cigarro dela.
Ela deu um trago.
Ele tentou beijá-la novamente.
Ela virou o rosto e deu outro trago.
Ele pegou na sua mão.
Ela puxou o braço.
Ele novamente virou-se pra ir embora. Fez menção de dar um tchau.
Aproximou-se novamente de sua boca e pensou: “Puta mina chata.”
Ela não moveu a boca.
Beijaram-se.
Ele mandou aquele ditado já meio batido: “A noite é uma criança”
Ela preferiu não retrucar.
Ele tentou beijá-la novamente. Ela virou o rosto.
Ele pensou “Ela está fazendo cú doce.”
Ela virou-se e foi pro bar. Ele foi atrás.
Ela sentou-se. Ele começou a beijar o seu pescoço;
Ela deixou.
Ele pensou: “O que ela quer é ser paparicada.” E continuou paparicando-a.
Ela pediu um Mojito.
Ele pensou: “Quem toma Mojito? Bebida patética”. E pediu um gole do Mojito.
Ela tomou o Mojito no canudinho. Bem rápido.
Ele tentou beijá-la novamente. Novamente ela tirou o rosto.
Ele se encheu e pensou: “Estou cheio”.
Ela mordeu a ponta do canudinho e virou o rosto novamente.
Ele foi embora.
Ela o chamou e pediu um cigarro.
Ele pensou: “Que mina folgada”. E acendeu o cigarro dela.
Ela deu um trago.
Ele tentou beijá-la novamente.
Ela virou o rosto e deu outro trago.
Ele pegou na sua mão.
Ela puxou o braço.
Ele novamente virou-se pra ir embora. Fez menção de dar um tchau.
Aproximou-se novamente de sua boca e pensou: “Puta mina chata.”
Ela não moveu a boca.
Beijaram-se.
17 junho, 2009
16 fevereiro, 2009
26 janeiro, 2009
16 janeiro, 2009
Pão com manteiga e açúcar
Outro dia me veio à memória a época em que eu tinha uns nove anos. Poucas pessoas lembram dessa época da vida, infelizmente. Eu lembro bastante da minha infância, em flashes, de vez em quando.
Quando eu tinha nove anos o mundo era do tamanho do sítio do meu avô. Os sonhos brotavam em árvores. E como era fácil conversar com as flores, entender os cachorros, falar com as árvores...
Naquela idade eu queria ter um gato branco de olhos azuis, eu tinha muitos amigos invisíveis e gostava muito de comer pão com manteiga e açúcar. E quando chorava, gostava de sentir a lágrima escorrendo pelo meu rosto, até chegar à boca para eu saboreá-la, salgadinha.
Não é mais assim. Os choros urbanos são mais pesados. São cinzas, da cor do asfalto.
Eu não gostava do jeito dos adultos, dizia que eu nunca seria como eles, e não fui. Até o dia do meu primeiro choro pesado, quando pela primeira vez, ao invés de chorar, eu soquei a parede, e ao invés do alívio, me veio um enorme aperto no peito e, por causa disso, eu respondi a alguém com raiva, então eu vi que não tinha mais jeito, já era tarde demais... aí eu chorei, chorei porque não tinha mais nove anos. Mas não chorei o choro leve e verde de outrora.
Hoje eu não como mais pão com manteiga e açúcar. O mundo é imensamente maior que o sítio do meu avô, e eu vivo na ansiedade de agarrá-lo inteiro, e sacudi-lo.
Os sonhos já não brotam mais, despencaram, despencam, e gritam no meu ouvido, eu descobri que sonhar dá trabalho.
Mas eu ainda converso com as árvores, e o mais incrível, é que elas ainda me respondem!
---
Eu achei isso na gaveta outro dia...
Escrevi há uns cinco ou seis anos atrás.
Engraçado reler. Engraçado ver como eu pensava e sentia.
Engraçado perceber que talvez, o modo de pensar e sentir não tenha mudado tanto assim...
Ou será que sim?
Quando eu tinha nove anos o mundo era do tamanho do sítio do meu avô. Os sonhos brotavam em árvores. E como era fácil conversar com as flores, entender os cachorros, falar com as árvores...
Naquela idade eu queria ter um gato branco de olhos azuis, eu tinha muitos amigos invisíveis e gostava muito de comer pão com manteiga e açúcar. E quando chorava, gostava de sentir a lágrima escorrendo pelo meu rosto, até chegar à boca para eu saboreá-la, salgadinha.
Não é mais assim. Os choros urbanos são mais pesados. São cinzas, da cor do asfalto.
Eu não gostava do jeito dos adultos, dizia que eu nunca seria como eles, e não fui. Até o dia do meu primeiro choro pesado, quando pela primeira vez, ao invés de chorar, eu soquei a parede, e ao invés do alívio, me veio um enorme aperto no peito e, por causa disso, eu respondi a alguém com raiva, então eu vi que não tinha mais jeito, já era tarde demais... aí eu chorei, chorei porque não tinha mais nove anos. Mas não chorei o choro leve e verde de outrora.
Hoje eu não como mais pão com manteiga e açúcar. O mundo é imensamente maior que o sítio do meu avô, e eu vivo na ansiedade de agarrá-lo inteiro, e sacudi-lo.
Os sonhos já não brotam mais, despencaram, despencam, e gritam no meu ouvido, eu descobri que sonhar dá trabalho.
Mas eu ainda converso com as árvores, e o mais incrível, é que elas ainda me respondem!
---
Eu achei isso na gaveta outro dia...
Escrevi há uns cinco ou seis anos atrás.
Engraçado reler. Engraçado ver como eu pensava e sentia.
Engraçado perceber que talvez, o modo de pensar e sentir não tenha mudado tanto assim...
Ou será que sim?
14 janeiro, 2009
NÃO FAÇO NADA A NOITE
Se um dia você vir
Na frente de um buteco
Em pé parada
Cigarro aceso
Fingindo fazer
Vire-se e mire nos olhos
Serão verdes
Serei eu
Na frente de um buteco
Em pé parada
Cigarro aceso
Fingindo fazer
Vire-se e mire nos olhos
Serão verdes
Serei eu
13 janeiro, 2009
Presente de aniversário
"Eu costumo ser tão boa com as palavras...
Mas não foi fácil te escrever alguma coisa!
Eu costumo falar muito, e falo.
E, ao seu lado, eu adoro escutá-lo quieta.
Um silêncio doce. Que a vontade que eu sinto de passar a língua no seu pescoço preenche. Só.
É tão bom se perder... e eu to bem perdida desde aquele beijo, que me deixou com cara de “ué”. E tá me deixando até hoje.
Um medinho o tempo todo, um querer acertar meio infantil.
Você ta me deixando deliciosamente perdida.
Perdida a ponto de não ter certeza nem de que eu devia estar te escrevendo isso.
Mas a vontade me basta.
Será que invertemos a ordem das coisas, como você me escreveu? Talvez. E que bom.
E essa saudade que dá, meio seca, de estar longe, não deve ser um mau sinal.
É que nós fomos pegos assim meio distraídos...
E distraidamente eu me pego pensando em alguém que eu não pensava há pouco.
Queria te escrever algo bonito. De aniversário
Mas só consigo pensar na sua boca. E no seu abraço que me deixa sem ar.
Vou ficar devendo dessa vez...
Um beijo."
Eu escrevi esse presente para o primeiro aniversário do namorado.
Eu entreguei? Não lembro...
Mas não foi fácil te escrever alguma coisa!
Eu costumo falar muito, e falo.
E, ao seu lado, eu adoro escutá-lo quieta.
Um silêncio doce. Que a vontade que eu sinto de passar a língua no seu pescoço preenche. Só.
É tão bom se perder... e eu to bem perdida desde aquele beijo, que me deixou com cara de “ué”. E tá me deixando até hoje.
Um medinho o tempo todo, um querer acertar meio infantil.
Você ta me deixando deliciosamente perdida.
Perdida a ponto de não ter certeza nem de que eu devia estar te escrevendo isso.
Mas a vontade me basta.
Será que invertemos a ordem das coisas, como você me escreveu? Talvez. E que bom.
E essa saudade que dá, meio seca, de estar longe, não deve ser um mau sinal.
É que nós fomos pegos assim meio distraídos...
E distraidamente eu me pego pensando em alguém que eu não pensava há pouco.
Queria te escrever algo bonito. De aniversário
Mas só consigo pensar na sua boca. E no seu abraço que me deixa sem ar.
Vou ficar devendo dessa vez...
Um beijo."
Eu escrevi esse presente para o primeiro aniversário do namorado.
Eu entreguei? Não lembro...
08 janeiro, 2009
pra falar pro namorado - quando você não consegue vê-lo.
Essa coisa de morar em São Paulo, trabalhar em São Paulo, ser mil e uma...
Às vezes dói e a gente nem sabe porque...
Pior, às vezes dói e a gente nem sente!
"Oi
Fiquei com vontade de te escrever qualquer coisa. Só pra falar com você. Já que não dá pra ficar calada ao seu lado, eu fico monologando distante.
Tá tudo.
MUITO solicitada no trabalho.
MUITO solicitada no CAOS
Com mil coisas pra fazer de chatas
Com mil coisas na cabeça
Comi muito chocolate
tomei muita ceveja. E to saindo pra tomar ainda mais.
Celular não pára um minuto. Um minuto sequer
Quero ver todo mundo. Todo mundo quer me ver. Eu não quero ver ninguém.
Tenho compromissos
Tenho desejos
Tenho sonhos
To ansiosa
Só quero dormir. Dormir durante umas duas semanas
O que se faz num momento desses? Hein??
Tá, finge que eu não falei nada. Finge que eu to só calada ao seu lado.
Eu só choro e gargalho, soluço e gargalho. Caralho!
Só quero deitar no seu antebraço..."
Às vezes dói e a gente nem sabe porque...
Pior, às vezes dói e a gente nem sente!
"Oi
Fiquei com vontade de te escrever qualquer coisa. Só pra falar com você. Já que não dá pra ficar calada ao seu lado, eu fico monologando distante.
Tá tudo.
MUITO solicitada no trabalho.
MUITO solicitada no CAOS
Com mil coisas pra fazer de chatas
Com mil coisas na cabeça
Comi muito chocolate
tomei muita ceveja. E to saindo pra tomar ainda mais.
Celular não pára um minuto. Um minuto sequer
Quero ver todo mundo. Todo mundo quer me ver. Eu não quero ver ninguém.
Tenho compromissos
Tenho desejos
Tenho sonhos
To ansiosa
Só quero dormir. Dormir durante umas duas semanas
O que se faz num momento desses? Hein??
Tá, finge que eu não falei nada. Finge que eu to só calada ao seu lado.
Eu só choro e gargalho, soluço e gargalho. Caralho!
Só quero deitar no seu antebraço..."
Assinar:
Postagens (Atom)