20 setembro, 2010

cama

Aconteceu que o domingo amanheceu gelado e cinza... mas eu não percebi porque já fazia oito horas que estava desacordada em baixo daqueles cobertores.
Ele me acordou com café quente e perfumado... e aqueles pães deliciosos, feitos na frigideira com manteiga
Mas o que me acordou mesmo foi seu rosto próximo do meu. O cheiro da sua respiração já me é mais característico que o perfume do café preto.

Ele se deitou ao meu lado e o domingo correu assim...

DVD, vinho, cobertor.
Nada poderia me soar mais estranho, e mais íntimo, do que o seu corpo deitado ao meu lado.
Nossos braços já não se distinguiam um do outro, por mais clichê que essa frase possa soar. Mas os braços não sabiam de clichê nenhum, e cismaram em se entrelaçar até virarem um só.

Nossas pernas tampouco conheciam as tendências bregas do romantismo piegas e concordaram em se movimentar da maneira que lhes coube e lhes deu prazer, uma por cima da outra, sem um pingo de resistência, ritmo ou qualquer sincronia boba, encabeçada por sons quaisquer que fossem.
E foram seus olhos penetrando nos meus.
Com aquela urgência devoradora. E, no mesmo grau, com a suavidade de um olhar que fez esse domingo inteiro, e cada cena do DVD e cada gole do vinho, e cada beijo, e cada hora, terem sido um todo de um segundo suspenso no decorrer desse tempo terreno.




Ok, talvez esse tenha sido o post mais brega que essa iniciante bloggeira de intervalos já tenha publicado.

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