26 janeiro, 2012

ROAD TRIP

No dia seguinte, dia 26 de dezembro, para começarmos nossa road trip Patagônica, fomos pegar nosso carro.

A melhor ideia para viajar pela Patagônia é alugar um carro! Você fica livre para explorar todos os lugares, a hora e pelo tempo que quiser. E aquelas estradas são maravilhosas. Mas reserve o carro antes!

Estávamos em alta temporada e eu reservei o carro umas três semanas antes e, mesmo assim, reservei com a terceira agência, duas que entrei em contato antes não tinham mais. Deixar para alugar direto lá não é uma boa ideia.

Reservei com a ServiCar, em El Calafate. Chegamos na locadora pela manhã e fomos apresentados ao que seria nosso mais novo companheiro da viagem: O Tatu Buela.





Tatu Buela foi o apelido que demos ao Gol Prata 1.6 que estava nos esperando na agência. Sim, nós rodamos mais de 3 mil quilômetros pelo deserto patagônico a bordo de um golzinho! E foi incrível.

As três dicas mais importantes pra quem vai entrar no carro e começar a rodar pela Patagônia são:

.Tenha um BOM mapa das estradas.

. Tenha sempre DINHEIRO em espécie, pesos argentinos, dólares e pesos chilenos ( a quantidade de pesos argentinos e chilenos depende se você for ficar mais tempo de um lado ou de outro da fronteira.)

. Sempre encha o tanque em TODOS os postos de gasolina que você encontrar pelo caminho. Nunca se sabe quando vai encontrar outro.

VENTO

Desde criancinha eu sou apaixonada por vento. É meu fenômeno natural preferido. Pode parecer um clichê, mas sentir o vento batendo na gente, é...é!

E na Patagônia venta deliciosamente muito.


A moça da agência do carro nos avisou do vento também. Falou pra termos cuidado.

A gente não levou muito a sério na hora. Só na hora.

Nosso primeiro destino a bordo do Tatu Buela (nosso golzinho) foi o Glaciar Perito Moreno. Passamos no supermercado e compramos baguete, queijo, salame, água e uma cerveja Patagônia Weiss.
Foi o pic nic mais lindo da minha vida. E a Patagônia Weiss foi devidamente gelada na água de degelo do glaciar.

O AZUL

O azul da água da Patagônia é um azul que eu nunca tinha visto antes. Um azul que não existe. Parece que os lagos foram pintados. Tudo lá parece pintado. Na verdade, é na Patagônia que nascem os wallpapers da Microsoft.

VOLTANDO AO VENTO

... foi na primeira parada. Paramos na estrada para tirar umas fotos e, ao abrir a porta, o vento a levou. A porta abriu 360, com toda a força. Só aí que lembramos do conselho da moça da agência. Esse foi o primeiro ferimento do Tatu Buela. Portanto, cuidado, mesmo, com o vento ao abrir a porta.

O vento nas estradas da Patagônia é um caso a parte. Você mal consegue controlar a direção. Mal consegue andar reto. É engraçado, mas tem que tomar cuidado.

As estradas nos dois países, Argentina e Chile, são maravilhosas. O asfalto (na verdade, a maior parte não é asfalto, é cimento), é impecável, não tem um buraco, são bem sinalizadas, etc... mas essas são as estradas principais.

As estradas menores não são asfaltadas. São de rípio, um tipo de pedregulho. O ripio não é lá muito agradável, pois o carro treme horrores e você não consegue passar dos 50, máximo 60 km/h, deixando, obviamente, a viagem mais longa.

Pra andar pela Patagônia você vai cruzar por rípio, necessariamente, muitas vezes, então não deixe de calcular essa travessia.


O TEMPO DO SOL

Se você tá pretendendo ir pra Patagônia no auge do verão, como nós, você vai se deparar com um fenômeno muito legal! O Sol quase não se põe.

Nos dois pólos do planeta, Norte e Sul, é assim. Seis meses o sol não se põe, seis meses ele não nasce at all.

A Patagônia é o extremo mais ao sul, antes do pólo sul. Portanto, só fica de noite de verdade a partir de umas onze e meia. Por isso pode calcular um tempão para seus passeios.

Voltar do Perito Moreno, umas nove horas da noite, com sol na estrada, foi realmente indescritível.

Depois foi ficando natural essa forma nova de medir o tempo. Natural e gostosa. Só tem que ficar ligado, pra não esquecer de dormir.

O SOL DA MEIA NOITE

Essa é a foto do céu um pouco antes da meia noite do dia 31 de dezembro de 2011, em Ushuaia.

Até o próximo post patagônico
Tchau, suerte.





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